Prossiga amando e respeitando os pais,
depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso
traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso
cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os
pais ao abandono.
Não deprecie
os ideais e preocupações do outro.
Selecione as
relações.
Respeite as
amizades do companheiro ou da companheira.
É preciso
reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela
que se toma para compartilhar-nos a vida.
Antes de
observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais
procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao
desenvolvimento justo.
Jamais
desprezar a importância da relações sexuais com o respeito a
fidelidade nos compromissos assumidos.
Não sacrifique
a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar
essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer
causa da Humanidade começa no reduto doméstico.
Não deixe de
estudar e aprimorar-se constantemente sob a desculpa de haver
deixado a condição de solteiro ou de solteira.
Sempre é
necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar,
todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e
segurança.
Xavier, Francisco Candido. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo
Espírito André Luiz.
42a edição. Uberaba-MG: CEC, 1996.
-----------------------------------------------------
Ninguém se reconheceria fora da paciência
e do amor que Jesus nos legou, se todos freqüentássemos a
universidade da beneficência, cujos institutos de orientação
funcionam, quase sempre nas áreas da retaguarda.
Aí, nos
recintos da penúria, as lições são administradas, ao vivo, através
das aulas inumeráveis do sofrimento.
Tanto quanto
possas e, mais demoradamente nos dias de aflição, quando tudo te
pareça convite ao desalento, procura experiência e compreensão nessa
escola bendita, alicerçada em necessidades e lágrimas.
Se
contratempos te ferem nos assuntos humanos, visita os irmãos
enfermos, segregados no hospital, a fim de que possas aprender a
valorizar a saúde que te permite trabalhar e renovar a esperança.
Quando te
atormente a fome de sucesso nos temas afetivos e a ventura do
coração se te afigure tardia, toma contato com aqueles companheiros
que habitam furnas abandonadas, para quem a solidão se fez o prato
de cada dia.
Ante os
empeços da profissão com que o mundo te honra a existência, consagra
alguns minutos a escutar o relatório dos pais de família, entregues
ao desespero por lhes escassearem recursos à própria subsistência.
E, se
experimentas dissabores, perante os filhos que te enriquecem a a
alma de esperança e carinho, à face das tribulações que lhes gravam
a vida, observa aqueles outros pequeninos que caminham nas trilhas
do mundo, sem tutela de pai ou mãe que os resguarde, atirados à
noite da criminalidade e da ignorância.
Matricula-te
no educandário da caridade e guardarás a força da paciência.
Enriquece de
cultura os dotes que te enfeitam a personalidade e realiza na terra
os nobres ideais afetivos que te povoam os pensamentos, no entanto,
se queres que a felicidade venha morar efetivamente contigo, auxilia
igualmente a construir a felicidade dos outros.
Nosso encontro
com aqueles que sofrem dificuldades e provações maiores que as
nossas será sempre, em qualquer lugar, o nosso mais belo e mais
duradouro encontro com Deus.
Emmanuel
Mensagem retirada do livro "Paz e Renovação"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
-----------------------------------------------------
O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o
sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos
elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem
instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações;
quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do
sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse
sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as
aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor
substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias
sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com
amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois
não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e
vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus
pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os
mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo
a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino.
Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos
vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas
deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que
ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e
transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje
que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que
em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo,
portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele
em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a
criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto
é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da
matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento;
trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho,
e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de
suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito
precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende
do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a
elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga
todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma,
prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o
Espiritismo.
112a edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febrasil.org.
Federação Espírita Brasileira, 1996.